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Baixa Autoestima
A autoestima é a percepção que temos de nós mesmos, sendo influenciada por nossas vivências, experiências pessoais, autoimagem e também pela maneira como os outros nos enxergam.
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Existem três bases fundamentais para a construção da autoestima: a autoaceitação, a autoconfiança e o autorrespeito.​
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A autoaceitação consiste em adotar uma postura positiva em relação a si mesmo, ou seja, é aceitar tanto nossas qualidades como nossas imperfeições, lidar de forma saudável com nossas limitações e reconhecer e valorizar nossas próprias qualidades. É estar satisfeito e em paz consigo mesmo.
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A autoconfiança também envolve uma postura positiva, mas está relacionada às nossas habilidades e capacidades. É acreditar em nosso potencial e em nossa capacidade de alcançar nossos objetivos. É ter confiança em nossas competências e em nossa capacidade de lidar com desafios e superá-los.
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O autorrespeito é o respeito por si mesmo. É reconhecer nossos limites, estabelecer e manter limites saudáveis em nossos relacionamentos e em nossas atividades. É ter a consciência de que é impossível agradar a todos e aprender a dizer não quando necessário, colocando nossas necessidades e bem-estar em primeiro lugar.
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Essas três bases são fundamentais para a construção de uma autoestima saudável. No entanto, o que muitas vezes nos impede de desenvolver uma boa autoaceitação, autoconfiança e autorrespeito são padrões de pensamentos, crenças limitantes, emoções negativas e comportamentos disfuncionais.
Vamos entender isso com um exemplo: o perfeccionismo.
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Pensamento: "Este trabalho precisa ser perfeito." Ao começar a realizá-lo, algo dá errado. Pensamento subsequente: "Não vou conseguir, sempre acabo errando tudo." (baixa autoconfiança)
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Emoções: Raiva, tristeza, ansiedade, irritabilidade.
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Comportamento: Não concluir o trabalho/Desistir.
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Nesse exemplo, a pessoa demonstra falta de autoaceitação (não aceita que é possível cometer erros e que a perfeição não é alcançável), baixa autoconfiança (evita levar as tarefas até o fim por medo de falhar, resultando em frustração e crença de sua incapacidade) e falta de autorrespeito (ignora suas limitações e não se respeita). Percebe como isso se torna um ciclo? Esse foi apenas um exemplo, mas a psicoterapia auxilia na compreensão desse ciclo e na flexibilização dele, buscando outras estratégias para resolver problemas. Isso contribui para a construção de uma autoestima mais saudável.
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Além disso, a autoestima abrange questões complexas como procrastinação, autossabotagem, inseguranças e dificuldades nos relacionamentos, entre outros. O autoconhecimento é o primeiro passo para lidar com essas questões. O desenvolvimento de uma autoestima saudável e equilibrada é um processo contínuo que pode ser trabalhado por meio da psicoterapia. Nesse contexto, é possível explorar e fortalecer os pilares mencionados, além de adotar estratégias e técnicas que promovam o amor-próprio, a confiança em si mesmo e o respeito próprio. A psicoterapia oferece um espaço seguro para essa jornada de autodescoberta e crescimento pessoal.




